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Mas eu a observava atentamente. Hailey comia menos, dormia mais. Fazia caretas ao amarrar os sapatos. Perdeu peso, ficou mais pálida e perdeu o brilho nos olhos. Sentia como se algo dentro dela estivesse se quebrando, e eu estava impotente — tinha que assistir minha filha desaparecer atrás do vidro fosco.
Certa noite, depois que Mark foi dormir, encontrei Hailey encolhida no colchão, agarrando a barriga. Sua pele estava pálida e o travesseiro encharcado de lágrimas.
“Mãe”, ela sussurrou, “dói. Por favor, pare.”
Naquele instante, todas as minhas dúvidas desapareceram.
No dia seguinte, enquanto Mark estava no trabalho, eu a levei de carro até o Centro Médico de St. Helena. Durante o trajeto, ela mal falou e ficou olhando fixamente pela janela, o que me assustou. A enfermeira verificou seus sinais vitais. O médico solicitou exames de sangue e uma ultrassonografia. Eu fiquei sentada lá, torcendo as mãos até que elas começaram a tremer.
Quando a porta finalmente se abriu, o Dr. Adler entrou com uma expressão séria, segurando sua pasta como se carregasse um fardo insuportável.
“Sra. Carter”, disse ele em voz baixa, “precisamos conversar”.
Hailey estava sentada, tremendo, ao meu lado na mesa de exames.
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